quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Aviso à navegação...

Por motivos de maior, o meu blog (She Hate Me) passou a ser restricto, lamento mas, teve de ser, entretanto se eu me esquecer de convidar alguém podem sempre contactar-me para o: me.hate76@gmail.com e pedirem-me acesso.
Obrigada pela compreensão desde já.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Saudade...


Tenho uma saudade imensa do nosso amor quando estavas em Macau e eu em Lisboa...
De quando estavas muito mais perto do que estás hoje a dois passos...
De quando dizias e cumprias a palavra AMOR!
De quando procurávamos casa que podíamos habitar longe de tudo, longe de todos...
De quando o teu cheiro pairava na minha roupa e o meu no teu corpo.
De quando Tu acreditas e eu Eu sonhava de que amar-mo-nos estava apenas à distância de uma mão e sobretudo, na Nossa vontade...
Mais saudades tenho de saber que tudo isto foi apenas há 2 meses atrás!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Os Olhos Azuis da minha irmã



No último "Prós e Contras", a eurodeputada Edite Estrela considerou que o aborto poderia ser legítimo, caso a mãe descobrisse que a criança era portadorade trissomia 21.


Eu tenho uma irmã com olhos azuis. Chama-se Mónica, tem 22 anos e tirou o curso profissional de Serviços Básicos de Hospitalidade. Trabalha hoje numa pastelaria de Lisboa. Os olhos dela são lindos e ela é educada, feminina, anda sempre perfumada... A Mónica é a minha irmã e irmã de mais três. Gostamos muito dela e ela é muito feliz. Dá unidade à família, está atenta sempre a todos e a cada um.


A sra. eurodeputada não tem os olhos azuis mas tem uns olhos tão bonitos como os da Mónica. Tem os talentos e as virtudes de avó e de mãe. E tem dificuldades; certamente também chora e se alegra, é mais uma das pessoas deste nosso planeta que acorda todas as manhãs e lava os dentes.


De certeza que já viu um pobre na rua e lhe estendeu a mão direita (a esquerda) ou as duas, ou olhou para uma prostituta e sentiu pena.


De certeza que já ajudou alguém em apuros. Gostávamos que viesse a nossa casa, provasse os "muffins" que a Mónica faz e visse o gosto com que ela põe a mesa. E descobrisse que esta menina de olhos azuis tem... trissomia 21. E ficaria bem contente por ela ter nascido. Tal como nós. Tal como qualquer pessoa.


www. aldeia.pt J. B. D. - 03/11/2006

O Alentejo



Quando soubeste que eu vinha viver para aqui, disseste: "É um lugar bonito: aceita com ambas as mãos".


A paisagem é bela, sim. É o Alentejo, com estas intermináveis planícies onduladas polvilhadas de oliveiras, azinheiras e sobreiros. É também, agora, uma terra alagada por mil braços do Guadiana, que uma barragem lá ao longe fortaleceu e fez crescer. Do alto do castelo vejo grandes extensões de água. E várias ilhas, outrora pequenas elevações de uma terra árida.



Sei bem o que é uma bela paisagem: tem-me acontecido viver e trabalhar em lugares onde muitos vão fazer turismo. Um luxo...



E lembro-me de Saint-Exupéry, que dizia que o único luxo verdadeiro é o das relações humanas.
Uma paisagem é, pelo menos, incompleta. Olhamos... e pensamos logo em a quem iremos contá-la. É capaz de fazer nascer em nós qualquer coisa que só quando é comunicada adquire peso e volume.



Também o pintor- julgo eu - não deseja gravar no seu quadro a paisagem, mas aquilo que nasceu nele ao ver a paisagem. Ou sucede-lhe dar forma de paisagem àquilo que descobriu dentro de si e não sabe manifestar de outro modo. O que ele quer é dizer-se a outros e ser entendido.


A paisagem é sempre mais fácil. Lida-se melhor com os sobreiros do que com os homens, com as coisas do que com as pessoas. No entanto, trazemos connosco a necessidade vital de comunicar, e só o podemos fazer com quem é semelhante a nós. Precisamos disso para nos localizarmos, para sabermos quem somos, para chegarmos a onde devemos chegar.


Podemos usar um objecto e deitá-lo fora quando já não nos convém, mas a relação verdadeira entre pessoas exige criar laços, mais ou menos profundos, e, depois, respeitá-los. Talvez uma das causas de o mundo estar tão triste seja que tentamos lidar com as pessoas como com as coisas. Talvez isto tenha contribuído para que andemos tão perdidos, tão sem saber onde estamos. Usando as pessoas e, depois, talvez desiludidos, desfazendo-nos delas, começámos por perder o calor e a luz da amizade - que praticamente desapareceu da face da terra. E, agora, estamos a perder a família.


Podemos desiludir-nos com as coisas: fazemos uma apreciação acerca delas e usamos o caixote do lixo. As pessoas, porém, não são para julgar, mas para que ajudemos a construi-las, para que ajudem a construir-nos, para construirmos alguma coisa em conjunto. Se o teu amigo te desiludiu, acusa-te a ti mesmo, porque era tarefa tua torná-lo mais nobre. Se estás desiludido com a tua vida em família, lembra-te de que ela foi a tua construção. E recomeça no ponto em que começaste a falhar.


Numa época em que uma noção errada de liberdade, muito divulgada, leva a não contrair vínculos e a quebrar com facilidade os vínculos contraídos, é oportuno recordar que a liberdade é, na sua forma maior, liberdade de nos amarrarmos. É esse o significado de "criar laços". Nestas terras, quando há um casamento diz-se que aquele homem e aquela mulher vão "dar o nó". Não perdem a liberdade: exercem-na da forma mais excelente, prendendo-se um ao outro definitivamente de livre vontade.


Não devemos ter pena do que "perdemos" quando escolhemos, pois isso faz parte da natureza da liberdade. Cada vez que escolhemos algo, sacrificamos as outras possibilidades. No fundo, sermos livres quer dizer que temos alguma autonomia para escolhermos de que forma vamos renunciar a passar a vida fazendo tudo aquilo que nos apeteça.


É através do compromisso - uma opção sem retorno que em alguns casos existe sem que tenha ficado escrita num documento - que nos ligamos ao amigo, ao esposo ou à esposa, a uma tarefa em conjunto com outras pessoas... E ligando-nos aos outros localizamo-nos. Se tens filhos, tens uma tarefa e, com ela, um lugar no mundo. E todos os teus passos estão cheios de sentido. Fugindo de te amarrares, poderá chegar o momento em que perguntes a ti mesmo o que estás aqui a fazer.


A liberdade é a grandeza de poder fazer escolhas. Mas, se essas escolhas não tivessem consequências, se nos permitíssemos voltar atrás em assuntos cuja natureza não admite isso, a nossa liberdade ficaria esvaziada. E estaríamos a anular a nossa personalidade, porque nós somos aquilo que fazemos com as nossas escolhas. É com elas que traçamos o nosso caminho e nos definimos.


É errado pensar que a vida é um jogo e que, se algo correr não exactamente de acordo com as nossas expectativas, podemos jogá-lo de novo desde o início, com novas oportunidades de êxito. Seria uma tolice considerar que temos direito a um caminho de triunfos, sem sofrimentos nem desilusões, sem coragem nem heroísmo. Porque isso não sucede a ninguém e não é deste mundo. Aqui é preciso escolher e, depois, seguir em frente até ao fim. Por vezes com os ombros pesados de cansaço, de dor, de desilusão, de fracasso...


Aceitarmos as consequências das nossas escolhas, carregarmos com o peso delas, honrarmos a nossa palavra, tem o nome de responsabilidade. E só ela confere realidade à liberdade. Só o homem responsável é autenticamente livre. O outro... joga; é ainda criança, imaturo, pouco homem.


http://www.aldeia.pt/ (Paulo Geraldo)

Saudade...


Agora que partiste não sobrou dentro deste peito mais nada!
Apenas dor...
E uma cicatriz que teima em não sarar e que vou a medo, esperando que não gangrene...
Mantenho: Liberto-te porque é a forma única de te dar a tão pedida por ti: paz!