quinta-feira, 31 de maio de 2007

Espelho meu...a quanto obrigas!

To all of those out there...with your wings made out of hope feathers...
Do keep flying...
i still fly slowly, but my feathers grow stronger each day...
Fly, fly, fly...even when you're fragile as butterflies...
fly, fly, fly...

sexta-feira, 25 de maio de 2007

A ESPERANÇA


Todos perguntam, todos dizem:

Mas como é possível

que a fonte Esperança jorre eternamente,

que mane eternamente, que seja eternamente fonte,

que corra eternamente,

Eternamente!...

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Espelho meu ou homenagem a uma anorexia tardia


Querido diário:
Fiz hoje anos!...Nem sei se ria, se chore, se celebre....o certo é que, mais logo, espera-me ansioso um opíparo jantar no Clube...
Enjôo, à cabeça, as forçadas entradas de espargos verdes com ovo mexido, exasperando já o reservadíssimo fondant au chocolat, sobre a mesa imunda da refeição farta...
Hoje nem água! _ decido consciente da fome antecipada...
Peso ainda 42 kgs! Nem o meu metro e 65 cm me safa das agruras reflectidas nos exíguos espelhos lá de casa...
São 13h40 e, só hoje, já fumei 13 cigarros e sorvi 3 garrafas sôfregas de litro e meio de água morna...
Sim, que isto de estar na China exige que pareçamos chineses o mais possível e, eu cá , há muito me deixei vencer pela ancestral sabedoria milenar sínica...
Dou-lhes, claro, o merecidíssimo benefício da dúvida, se bem que aquela curva ali não me deixa mentir...
Bolas! Continuo obesa!
Já não bastavam os piropos dos amigos, agora são as próprias pedras da calçada que choram, torturando-me ao despique, a cada vez que as piso com o meu peso pesado...
.
.
.
Até quando, espelho meu?.
Até quando haverá, neste mundo, sempre alguém tão mais esbelta do que eu?...


macau, aos 3 de janeiro de 2007
(32 primaveras sem flor)

sábado, 19 de maio de 2007

uma história

Tantos anos a plantar batatas para concluir que a luz do sol não lhe dava o que queria. Rumou ao sul, às terras dos diamantes, para encontrar o diamante perfeito. Cansado do caminho, parou por momentos junto de uma mina de carvão. De dentro da terra saiu uma mulher enorme, coberta de fuligem negra, a segurar uma picareta. Olhou-a nos olhos. O brilho não enganava: tinha encontrado o que procurava.

- @paraiso street

Legado

Em todas as casas católicas há uma imagem
de Cristo a segurar na mão
o coração sangrando.
Eu costumava pensar: ugh.

A única pessoa com quem
não troquei confidências
é o meu cabeleireiro.

Alguns recomendam princípios firmes
outros dizem vai ao sabor da maré.
Ele diz aproveita o que puderes,
querendo dizer, claro, à medida que ele o distribui.

Gostava de ser
uma Mulher Sábia
a sorrir eternamente, vacuamente
como uma flor de plástico,
dizendo Filho, aprende comigo.

É tempo de fazer um acto de caridade
a mim própria,
legar o coração, como um
rim de reserva –
de preferência a um inimigo.

- Eunice de Souza

Vazio Sublime

E mais uma vez - não a última, seguramente... - constato que a vida é isto...
Feita de nada!...Rien de rien!
Moins que rien!...
Olho para mim e vejo-me inteira...
O gin secou-me a garganta que calo, enfim, para poupar a voz que me resta..
E nas minhas mãos, o vazio...
A direita, cheia de nada!...
A outra, de coisa nenhuma!...
Sorrio-me...
Abraço-me num doce aperto e deixo-me estar...
Sou feliz a cada dia que passa...
Nem sei bem como, nem porquê...
O certo é que o sorriso colou-se-me à alma e o corpo já não me deixa mentir...

@ kaluah's, Figueira da Foz, 0:49 ante meridiem

quarta-feira, 9 de maio de 2007

águas passadas não movem moinhos...de vento!

Um destes dias subi ao cimo de mim...
Ao mais alto...e não foi a voar!...
Deixei lá atrás as sandálias de barro e enraizei meus pés alados na terra-mãe...
Fui subindo, afoita mas tímida e não segura!...
Cheguei tão alto que podia ver o mar e o céu e a terra...tudo em um!

Amei-me, incrédula, como nunca, como nem sabia possível...
Amei-me inteira, tão pequenina... qual grão de sal!...
Amei-me, enfim, porque logrei querer-me tal como sou...

E, agora, qual Narciso, amo-me uma e outra vez...
Todos os dias, num abraço apertado que não parece consolar-me jamais!...

Louca de paixão por mim, deixo invadir-me por esses seres coloridos borboleteando meu estômago e ainda outras coisas mais...
Essas todas que sentimos embriagados de paixão!...

Enamorada que estava de mim, gritei tão alto lá do cimo, crente e querendo que o mundo inteirinho ouvisse!...
"_Em vão!", ofeguei...

Pude perceber, suspirante, que o meu mundo sempre era um palco...
E eu... prima donna, mas mera actriz...não quero nunca, nem posso esquecê-lo!...
Exaspero,impaciente, pela deixa...
Espero toda nervosa miudinha e entro, enfim, em cena...
Entro e saio, já sem excentricidades artísticas...
Bem ao ritmo das didascálias, nesse rodopio irascível que só conhece quem tossiu o pó acumulado dos bastidores...
Saio e entro até um dia...
Até que a voz magoe a alma e o pano cáia pesado, exaurido das horas gastas...
Pelo tempo e pelo suor dos projectores...

Não preciso, já, de subir ao cimo da serra para que me vejam!...
Nem de gritar tão alto, para que me oiçam!...
Tão-pouco preciso dum palco para merecer aplausos!...
Sou eu, só...ínfima, contudo incomensuravelmente livre!...

Filha do vento, sempre!...
Presa, porém, porquanto assim o querer...
A esse chão aconhegante...
O chão das minhas raízes mais fundas...

Que a minha vida seja sempre essa ventoinha bolineira!...
Mas não possa esta jornada que trilho jamais soltar-se do chão terno que a segura!

Pappis e Mano:
_ Obrigada por TUDO quanto me ensinais e ficai sabendo que, enfim só, sou final e infinitamente toda feliz!...
;o)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))

segunda-feira, 7 de maio de 2007

QUATRO CONSELHOS


1) Não suponhas

Se tens dúvida, esclarece-a.
Se suspeitas, pergunta.
Supor faz-te inventar histórias incríveis
que só envenenam a tua alma
e que NÃO TÊM FUNDAMENTO.

2) Honra a tua palavra

O que sai da tua boca é o que és tu, verdadeiramente.
Se não honras a tua palavra,
não te honras a ti mesmo;
se não te honras a ti mesmo, não te amas.
Honrar a tua palavra é honrar-te a ti mesmo,
é ser coerente com o que pensas e com o que fazes.
Isto é o que te faz autêntico e te faz respeitável
perante os outros e perante ti mesmo.

3) Faz Sempre o melhor que puderes

Se fazes sempre o melhor que puderes,
nunca poderás recriminar-te nem arrepender-te de nada.

4) Não tomes nada como pessoal

Nem a pior ofensa.
Nem o pior desaire.
Nem a mais grave ferida.
Na medida em que alguém te quer lastimar,
nessa medida esse alguém se lastima a si mesmo.
Mas o problema é dele e não teu.

Adaptado

domingo, 6 de maio de 2007

Sê como tu és!

"Sê como o sol, levanta-te cedo e não te deites tarde.
Sê como a lua, brilha na escuridão, mas esconde-te perante uma luz maior.
Sê como os pássaros, come e canta, bebe e voa.
Sê como as flores, enamoradas do sol, mas fiéis às suas raízes.
Sê como o bom cão, obediente, mas nada mais ao seu dono.
Sê como a fruta, bela por fora, sã por dentro.
Sê como o día, que chega e retira-se sem alardes.
Sê como o oásis, dá a tua água ao sedento.
Sê como o rio, corre sempre para diante.
Sê como a lanterna, ainda que pequena emite a sua própria luz.
Sê como a água, boa e transparente.
Sê como José, crê nos teus sonhos.
Sê como Lázaro, levanta-te e anda.
E acima de tudo sê como o céu, a morada de Deus.

Nunca deixes de sonhar, porque sonhar
é o princípio de um sonho feito realidade!"


Enviou: María Cristina Galindo Mejía

quarta-feira, 2 de maio de 2007

De profundis animae meae...

Já dizia o Palma a trautear uma das suas tantas canções intemporais:
_"Tira a mão do queixo/não penses mais nisso.../
O que lá vai já deu o que tinha a dar!.../
Quem ganhou, ganhou... e uzou-se disso/
Quem perdeu há-de ter...mais cartas pra dar.../
E enquanto alguns fazem figura.../
Outros sucumbem à batota!/
Chega a mão onde tu quiseres.../
Mas goza bem a tua rota.../

Enquanto houver estrada para andar.../
A gente vai continuar...enquanto houver estrada para andar!..../
Enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar.../
Enquanto houver ventos e mar.../

Todos nós pagamos por tudo o que usamos/
O sistema é antigo e não poupa ninguém...não!.../
Somos todos escravos do que precisamos.../
Reduz as necessidades.../
Se queres passar bem..../
Que a dependência é uma besta!.../
Que dá cabo do desejo!.../
E a liberdade é uma maluca!.../
Que sabe quanto vale um beijo!.../

Enquanto houver estrada para andar.../
A gente vai continuar...enquanto houver estrada para andar!..../
Enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar.../
Enquanto houver ventos e mar..."

Inspirada pela letra, meus amores, resolvi dedicar-vos esta missiva:

Queridos amigos,
Se pensais que não sois grande coisa..., como eu, de resto...quase todas as vezes...
Posso já adiantar-vos que estais em condições de o chegar a ser...breve, muito breve...um destes dias!...
Se julgais não valer nada, desenganai-vos....
Pois que, com esse pensamento, lograsteis já superar-vos!
Se quereis melhorar e, para tal, procurardes ajuda...
Exultai,pois, que meio caminho trilhasteis de um golpe só, ainda que sentindo-vos atolados na lama dos vossos pensamentos!...
E se já estais no caminho certo... então, digo-vos eu, agora:
-"Ide devagar... cabeça e coração além, no alto, mas pés, aqui,no chão bem firme!... Para não massacrardes o corpo de nódoas negras, como as que trago tatuadas por debaixo da minha pele...
Marcas que ficaram dessas quedas à toa...uma, duas... já as nem conto!...Sei que outras mais virão, até que me endireite de vez...Mas inda falta...não falta já tudo, mas falta tanto...

Sabereis, concerteza (e muitos, até, bem melhor do que eu...), que a paciência é uma imensa virtude e que "depressa e bem, não há quem!..."
Por isso, crede nisto que vos digo:
_"Tarde ou cedo chegareis ao vosso destino! Mas é urgente a calma!..."

Só há muito pouco, há poucochinho... aprendi que quando somos intrinsecamente bons, não vemos maldade em lado nenhum, nem em ninguém...
Por isso perdoamos com a mesma destreza com que nos vestimos todos os dias...
Podemos arranjar, até, mil desculpas pelos erros, nossos e dos outros, mas jamais os diremos imperdoáveis!....
Já quando somos maus (anjos negros...lembrai que também eu já fui um!...) dificilmente nos convencemos que haja gente boa neste mundo, pelo contrário, apontamos o dedo a tudo,a todos... desculpando-nos, cegos que somos, com um cliché tão banal quanto imberbe, como um "Ninguém me compreende...!"
E sabeis que mais?...
Esquecei os outros!...Fazei esse esforço, que "tudo vale a pena quando a alma não é pequena", como ensinava o Pessoa!
E porque, hoje - está visto! - estou numa de ditados pop,olhai egoisticamente para dentro de vós sós... que "mais vale sós que mal acompanhados!..."
Centrai-vos no que verdadeiramente importa aí no fundo!...Todos os dias, por um minuto que seja!...
E lembrai-vos a todo o momento que a família é, sempre e incondicionalmente, nosso porto seguro - nossos pais, irmãos e amigos estarão sempre de braços abertos para nos receberem, mesmo no longe e na distância...
Em linguagem metafórica, permiti-me tão-só que vos desenhe esta imagem oftalmológica, para vos dizer que tudo depende da cor da lente com que vemos, a nós e aos demais!...
Se estiver limpa, tudo será claro aos nossos olhos...
Ao invés, quando se nos embaciam as pupilas, tudo nos aparecerá turvo e fosco!....

Vá, vamos a isto...
É ALVORAAAAAAAAAAAAAAAAADA!
Toca a levantar esses rabinhos e a acordar para Vida!
Ela aí está, à nossa frente!...
É já tempo de nos convencermos, de uma vez por todas, que o maior inimigo de nós próprios somos nós mesmos e a nossa vontade...ou a falta dela!...
Vá... toca a desentorpecer esses corpinhos que a distância inda é longa, mas o tempo, esse?....
Esse temos nós de sobra!...

Adiante... - e deixai-me ainda dizer-vos em bom português - que "prá frente é que é Lisboa!"

besos tantos,
elsita

Coimbra, Lar doce lar dos pais, aos 02 de Maio de 2007,15h27.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Olá a todas!

Estou perdida. Tive dificuldade em perceber o funcionamento disto. Mas já cheguei aqui e mais longe ainda chegarei. Neste momento estou mesmo do avesso! Vou tentar ler os posts (é assim que se chamam, certo?) e vou tentar iluminar-me...